sábado, 20 de março de 2010

Mudanças...


Adeus tempo livre, Oi vida corrida!
Em questão de dias minha vida de vagaba irrevogável virou apenas um sonho bom...
Estou em uma correria total.
Isso que dá ajudar seu pai...

Meus dias estão sendo de acordo com o seguinte mini-cronograma:
5:45 hrs- acordar (15 minutinhos de tolerância aceitável)
7:30 hrs- loja
4:00 hrs - saída
(1 hora de caminhada)
5:00 hrs - casa
6:25 hrs - van/ faculdade
11:20 hrs - casa

12:00 hrs - cama
E isso se repete de segunda à sexta com meio turno de trabalho aos sábados.
E sabe o que é melhor em tudo isso?
É ver aquelas verdinhas só na minha cabeça a cada mês >.<



Sou pobre, trabalho e não recebo.


Isso é que dá ajudar seu pai².


Enfim, cadê meu senso de ver o lado bom de todas as coisas?
Ah, acho que achei...
O lado bom disso tudo é que eu me lembrei do porquê gostava de ir trabalhar com meu pai quando tinha uns 10 anos (tá que eu implorava pra poder ajudar já que não tinha idade pra fazer grandes coisas nessa época). Gostava pelo simples fato de poder ajudar nem que fosse só para guardar as sacolas dos clientes no guarda volume do balcão.
Nem que fosse pra poder digitar um número na máquina registradora do caixa. (que é? Eu era uma criança, naquela época isso superava até receber Barbie de presente! - mentira -)
Eu gostava de me sentir importante.
De poder ser útil em alguma coisa.
Além do fato de ficar com o meu pai durante horas, acompanhando seu dia-a-dia.


Hoje eu faço mais do que digitar um número na máquina registradora e não me animo mais em receber uma Barbie de presente (a não ser que seja aquelas de coleção que custam os olhos da cara *-*), mas ainda assim a sensação de ajudar é boa.
E estar passando mais tempo com o meu pai está rendendo alguma coisa entre a gente.
Conversamos mais e rola aquele aprendizado mútuo a cada dia que passa.



Aos poucos ele está vendo que já não sou útil apenas pra guardar sacolas.
E eu estou voltando a dar mais valor à quem eu dava apenas de aparência.


Apesar de sempre dizer que dava valor à assistência de anos do meu pai estou começando a ver que aquilo parecia um 'eu sei' do meu irmão de 7 anos. Que julga saber de tudo. Que julga ter tudo e não precisar de mais nada. É aquela concordância automática mesmo quando ela não é verdadeira.


Acho que esse é um lado bom.


Apesar da minha cama quase se iluminar (feito cenas de desenho animado quando o personagem quer muito alguma coisa) toda vez que a vejo chegando em casa, estou gostando dessa correria toda.
Mesmo me distanciando das coisas que gosto.
Enfim, ninguém disse que nada exige sacrifícios não é mesmo?

Beijos!

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